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	<title>Cépage Vinhos</title>
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	<description>Situada no Rio de Janeiro RJ, a Cépage oferece vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais, elaborados por produtores independentes da França.</description>
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		<title>Quando o rótulo de vinho também é obra de arte: os artistas por trás das nossas garrafas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cpage_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:12:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vinho Natural]]></category>
		<category><![CDATA[ArtRio]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Tolmer]]></category>
		<category><![CDATA[Pépin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinho e arte se encontram no Rio esta semana: a ArtRio acontece de 16 a 20 de setembro de 2026 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Vinho e arte se encontram no Rio esta semana: a ArtRio acontece de 16 a 20 de setembro de 2026 na Marina da Glória. É a ocasião perfeita para falar de algumas garrafas do nosso catálogo desenhadas por artistas, e de uma ideia que me acompanha há anos: o vinhateiro também é um criador.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3352" src="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/banner-arte-e-vinho-cepage-artrio.webp" alt="Arte e vinho: artista pintando ao ar livre com uma taça de rosé, banner da curadoria Cépage durante a ArtRio" width="1600" height="900" srcset="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/banner-arte-e-vinho-cepage-artrio.webp 1600w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/banner-arte-e-vinho-cepage-artrio-300x169.webp 300w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/banner-arte-e-vinho-cepage-artrio-1024x576.webp 1024w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/banner-arte-e-vinho-cepage-artrio-768x432.webp 768w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/banner-arte-e-vinho-cepage-artrio-1536x864.webp 1536w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/banner-arte-e-vinho-cepage-artrio-600x338.webp 600w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou neta de uma pintora e irmã de uma estilista. Cresci em meio a telas, tecidos e conversas sobre cor, e acabei escolhendo o vinho como profissão. Durante muito tempo tratei essas duas coisas como mundos separados. Hoje acho que elas se explicam uma à outra, e a semana da ArtRio, que abre no dia 16 de setembro na Marina da Glória, é o pretexto perfeito para escrever sobre isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois da minha formação no Certificat de Dégustation Intuitive et Géo-Sensorielle, no centro Dégust&#8217;Émoi em Paris, essa intuição ficou mais nítida. Aquele método ensina a descrever o vinho pelo que ele evoca, pela sensação e pelo lugar, e não apenas por uma lista de aromas. É exatamente o vocabulário que se usa diante de um quadro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste texto quero apresentar dez garrafas do nosso catálogo em que a arte não é decoração, e sim parte da história do vinho. E, no fim, defender uma ideia que me é cara: quem faz o vinho também é artista.</span></p>
<figure id="attachment_3326" aria-describedby="caption-attachment-3326" style="width: 1250px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3326 size-full" title="Vinhos com rótulos de artistas | Cépage" src="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-e-arte-rotulos-artistas-cepage.webp" alt="Garrafas de vinho francês com rótulos ilustrados por artistas nas prateleiras da Cépage" width="1250" height="938" data-sitemapexclude="true" srcset="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-e-arte-rotulos-artistas-cepage.webp 1250w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-e-arte-rotulos-artistas-cepage-300x225.webp 300w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-e-arte-rotulos-artistas-cepage-1024x768.webp 1024w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-e-arte-rotulos-artistas-cepage-768x576.webp 768w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-e-arte-rotulos-artistas-cepage-600x450.webp 600w" sizes="(max-width: 1250px) 100vw, 1250px" /><figcaption id="caption-attachment-3326" class="wp-caption-text">Pépin, Les Athlètes du Vin, les Petits e La Belle Vie: três artistas, uma mesma ideia.</figcaption></figure>
<h3><b>La Belle Vie: uma garrafa inteira virou tela</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É o exemplo mais literal de vinho e arte no nosso catálogo. A maioria das colaborações artísticas no vinho se limita ao rótulo. Em <a href="https://cepagevinhos.com.br/produto/la-belle-vie-2024-vinho-rose-frances-organico-provence-chateau-astros-grenache-cinsault-mourvedre/">La Belle Vie en Provence, do Château d&#8217;Astros, a garrafa inteira virou suporte</a>.</span></p>
<p><a href="https://www.chateauastros.com/en/what-art-can-say-about-wine-la-belle-vie-en-provence-by-arnold-dalger/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O artista </span><b>Arnold d&#8217;Alger</b></a><span style="font-weight: 400;"> visitou a propriedade e desenhou a partir do que viu nos caminhos do domaine. O resultado é uma composição que funciona como um caderno de viagem em miniatura: colinas estilizadas, símbolos que lembram constelações, presença solar constante. Ele não representa a Provence literalmente, sugere a região pela luz e pela sombra, com um traço solto e instintivo.</span></p>
<figure id="attachment_3327" aria-describedby="caption-attachment-3327" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3327" title="La Belle Vie en Provence, garrafa desenhada por Arnold d'Alger" src="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/la-belle-vie-garrafa-arnold-dalger.webp" alt="Garrafa La Belle Vie do Château d'Astros com desenho de Arnold d'Alger e duas taças de rosé" width="643" height="643" srcset="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/la-belle-vie-garrafa-arnold-dalger.webp 940w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/la-belle-vie-garrafa-arnold-dalger-300x300.webp 300w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/la-belle-vie-garrafa-arnold-dalger-150x150.webp 150w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/la-belle-vie-garrafa-arnold-dalger-768x768.webp 768w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/la-belle-vie-garrafa-arnold-dalger-600x600.webp 600w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/la-belle-vie-garrafa-arnold-dalger-100x100.webp 100w" sizes="(max-width: 643px) 100vw, 643px" /><figcaption id="caption-attachment-3327" class="wp-caption-text">Aqui o suporte não é o rótulo, é a garrafa inteira.</figcaption></figure>
<p><a href="https://cepagevinhos.com.br/produto/la-belle-vie-2024-vinho-rose-frances-organico-provence-chateau-astros-grenache-cinsault-mourvedre/"><span style="font-weight: 400;">É um rosé AOP Côtes de Provence, orgânico, de Grenache, Cinsault e Mourvèdre, com aromas delicados de pêssego, cítricos e um toque de pimenta branca, e um final sedoso e levemente especiado. Serve-se entre 8 °C e 10 °C.</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que me encanta nessa garrafa é a coerência: um vinho de um traço poético dentro de um desenho poético. A forma e o conteúdo dizem a mesma coisa.</span></p>
<h3><b>Les Petits: nosso primeiro rótulo próprio, desenhado por Gaële Flao</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta é a colaboração que nos toca mais de perto, porque é nossa. Les Petits, o primeiro vinho de marca própria da Cépage, nasceu com os irmãos Rémy e Eric Estrade, do Domaine de Laxé, em IGP Côtes de Gascogne, no sudoeste da França.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os rótulos, convidamos a artista francesa </span><b>Gaële Flao</b><span style="font-weight: 400;">. Ela é pintora, gravurista e desenhista, formada em artes aplicadas, e trabalha há anos em torno do movimento, do corpo vivo e da ligação entre as pessoas e a natureza. Suas séries passam pela dança, pela migração, pelos abrigos, pelo desenho botânico. É uma artista que atravessa suportes sem hierarquia: óleo, tinta, carvão, serigrafia, têxtil, vídeo. Fundou em Lorient uma associação que funciona como laboratório de encontros artísticos e marítimos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era exatamente o espírito que queríamos para uma gama que se chama &#8220;os pequenos&#8221;: vinhos sem pretensão, feitos para serem abertos sem cerimônia. <a href="https://cepagevinhos.com.br/produto/le-petit-rose-cotes-de-gascogne-domainde-de-laxe-syrah-merlot/">O Petit Rosé, de Syrah e Merlot</a>, tem aromas de morango, groselha e um toque floral, e é um vinho de fim de tarde. <a href="https://cepagevinhos.com.br/produto/le-petit-rouge-2022-vinho-fino-tinto-seco-cotes-de-gascogne-tannat-domaine-de-laxe/">O Petit Rouge 2022 é de Tannat</a>, uma casta local e mais firme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acolhimento superou o que esperávamos. O Petit Blanc está esgotado: vendemos toda a primeira leva. Ver o trabalho de uma artista sair da tela e chegar à mesa dos nossos clientes no Rio foi, de longe, o momento mais bonito do projeto.</span></p>
<figure id="attachment_3332" aria-describedby="caption-attachment-3332" style="width: 1254px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3332" src="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/les-petits-rotulos-gaele-flao-cepage.webp" alt="Os três vinhos Les Petits da Cépage em volta do desenho original de Gaële Flao" width="1254" height="1254" srcset="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/les-petits-rotulos-gaele-flao-cepage.webp 1254w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/les-petits-rotulos-gaele-flao-cepage-300x300.webp 300w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/les-petits-rotulos-gaele-flao-cepage-1024x1024.webp 1024w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/les-petits-rotulos-gaele-flao-cepage-150x150.webp 150w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/les-petits-rotulos-gaele-flao-cepage-768x768.webp 768w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/les-petits-rotulos-gaele-flao-cepage-600x600.webp 600w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/les-petits-rotulos-gaele-flao-cepage-100x100.webp 100w" sizes="auto, (max-width: 1254px) 100vw, 1254px" /><figcaption id="caption-attachment-3332" class="wp-caption-text">O primeiro vinho de marca própria da Cépage, do desenho ao rótulo.</figcaption></figure>
<h3><b>Les Athlètes du Vin: o humor como assinatura</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Les Athlètes du Vin nasceu de uma piada. Fabrice Gendrot e Francis del Tedesco, do coletivo Vini Be Good, no Vale do Loire, viram uma academia de ginástica em frente ao escritório e comentaram que fazer vinho, e bebê-lo, também é esporte. O nome ficou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os rótulos são de </span><b>Michel Tolmer</b><span style="font-weight: 400;">, ilustrador parisiense que eles conheceram em feiras de vinho. Cada rótulo mostra um esporte diferente, escolhido pelo próprio vinhateiro de cada cuvée. O primeiro, de um Sauvignon, traz alguém pulando corda. Outro produtor, que pilota aviões, ganhou um tema aeronáutico. É uma coleção que só faz sentido inteira, e que diz muito sobre a relação entre quem desenha e quem produz.</span></p>
<p><a href="https://cepagevinhos.com.br/?s=athletes&amp;post_type=product"><span style="font-weight: 400;">No nosso catálogo temos três: o Mumu Chardonnay 2024, o Touraine Sauvignon Blanc 2024 e o Chinon 2022, de Cabernet Franc, do Vale do Loire.</span></a></p>
<h3><b>Pépin: quando o desenho faz a garrafa dançar</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pépin vem da Alsácia. Pierre cresceu entre as vinhas da Achillée, criado na biodinâmica, e fundou o projeto com Xavier. A ideia é simples de enunciar e difícil de executar: vinhos naturais e biodinâmicos acessíveis, feitos ao lado dos vinhateiros, da uva à garrafa, buscando parcelas e produtores artesanais pouco conhecidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.pepin.vin/qui-sommes-nous" target="_blank" rel="noopener">Os rótulos são, de novo, de Michel Tolmer, com direção gráfica de Joachim Werner.</a> A própria equipe descreve o trabalho dele como obras que fazem a garrafa dançar, e a expressão é exata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale saber quem é Tolmer para entender o que ele traz. Ele é o autor da série de livros &#8220;Mimi, Fifi &amp; Glouglou&#8221;, com três personagens amantes de vinho, e cocriador de um blog de desenhos sobre o meio. Desenha cartazes de abertura de restaurantes, rótulos, capas. E, detalhe que muda tudo, ele prova os vinhos dos vinhateiros que ilustra. Não desenha à distância. Por isso os rótulos dele têm a leveza de quem está por dentro da brincadeira, e não de quem foi contratado para embalar um produto.</span></p>
<p><a href="https://cepagevinhos.com.br/?s=p%C3%A9pin&amp;post_type=product"><span style="font-weight: 400;">Temos quatro Pépin no catálogo: dois tintos, o Rouge 17 e o Pinot Noir 2023, mais o Blanc 2023 e o Orange da Alsácia 2023.</span></a></p>
<h3><b>E se o vinhateiro fosse, ele próprio, um artista?</b></h3>
<figure id="attachment_3329" aria-describedby="caption-attachment-3329" style="width: 347px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3329" title="O gesto do vinhateiro | Cépage" src="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinhateiro-artista-vinho-natural-biodinamico.webp" alt="Mãos de vinhateiro segurando um cacho de uvas tintas e uma tesoura de poda na vinha" width="347" height="462" data-sitemapexclude="true" srcset="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinhateiro-artista-vinho-natural-biodinamico.webp 736w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinhateiro-artista-vinho-natural-biodinamico-225x300.webp 225w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinhateiro-artista-vinho-natural-biodinamico-600x800.webp 600w" sizes="auto, (max-width: 347px) 100vw, 347px" /><figcaption id="caption-attachment-3329" class="wp-caption-text">Uma safra não se repete. Cada decisão é definitiva.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chego à parte que mais me interessa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Costumamos reservar a palavra artista a quem pinta o rótulo. Mas pense no que faz um vinhateiro. Ele escolhe as castas, decide quando colher, define a proporção da mistura, escolhe o recipiente da fermentação, arbitra o tempo de maceração, decide se intervém ou se espera. É uma receita, no sentido em que um chef de cozinha entende a palavra: uma sequência de escolhas pessoais que produz um sabor reconhecível.</span></p>
<p>É aqui que vinho e arte deixam de ser dois mundos que apenas se visitam.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma diferença enorme, e é ela que torna o ofício comovente. O chef prova o prato no mesmo dia. O vinhateiro decide hoje algo que só será julgado daqui a dois, cinco, quinze anos, em uma garrafa que ele talvez nunca veja ser aberta. Trabalha com uma matéria viva, uma safra que não se repete, e um calendário que não perdoa. É criação sob incerteza, que é mais ou menos a definição de qualquer trabalho artístico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa dimensão fica ainda mais evidente nos vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais. Quando se retiram os corretivos, os aditivos e as receitas industriais que uniformizam o resultado, sobra o gesto. E o gesto é pessoal. Duas parcelas vizinhas, com a mesma casta e a mesma safra, dão vinhos diferentes porque duas pessoas diferentes tomaram decisões diferentes. Quem prova vinhos naturais com alguma regularidade acaba reconhecendo a assinatura de um produtor antes mesmo de ler o rótulo, do mesmo jeito que se reconhece a pincelada de um pintor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por isso que insisto tanto em contar quem faz o vinho que vendemos. Uma garrafa não é um produto anônimo. É o resultado do ano de alguém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é também por isso que essas colaborações funcionam tão bem. Quando um artista desenha o rótulo de um vinho natural, não há dois mundos se encontrando. Há duas pessoas fazendo a mesma coisa, com materiais diferentes.</span></p>
<h2>Vinho e arte na prática: o que levar na semana da ArtRio</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você vai à feira, ou se vai receber alguém depois de uma tarde de galeria, minha sugestão é simples: abra duas garrafas desenhadas por artistas diferentes e deixe-as na mesa, lado a lado, com os rótulos virados para a frente. A conversa começa sozinha. Funciona melhor do que qualquer discurso sobre harmonização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se quiser transformar isso em presente, uma garrafa de rótulo assinado acompanhada de uma frase sua sobre por que a escolheu vale mais do que qualquer embalagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrevo isto com muito prazer, porque é raro poder juntar vinho e arte, as duas coisas que mais me interessam. Se você passar pela ArtRio e quiser conversar sobre vinho, arte, ou os dois, me escreva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Victoire Marie Cépage Vinhos : </span><a href="https://cepagevinhos.com.br/contato/">entre em contato.</a></p>
<p><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://cepagevinhos.com.br/vinho-natural-organico/">Ler mais : <span style="font-weight: 400;">&#8220;Vinho naturel e organico : qual é a diferença ?&#8221;</span></a></span></p>
<figure id="attachment_3328" aria-describedby="caption-attachment-3328" style="width: 1110px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3328" title="Vinho e arte na semana da ArtRio | Cépage " src="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-semana-de-arte-rio-artrio.webp" alt="Vinho e arte: La Belle Vie e Petit Rouge numa mesa de galeria durante a semana de arte do Rio" width="1110" height="832" data-sitemapexclude="true" srcset="https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-semana-de-arte-rio-artrio.webp 1448w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-semana-de-arte-rio-artrio-300x225.webp 300w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-semana-de-arte-rio-artrio-1024x768.webp 1024w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-semana-de-arte-rio-artrio-768x576.webp 768w, https://cepagevinhos.com.br/wp-content/uploads/2026/09/vinho-semana-de-arte-rio-artrio-600x450.webp 600w" sizes="auto, (max-width: 1110px) 100vw, 1110px" /><figcaption id="caption-attachment-3328" class="wp-caption-text">Duas garrafas na mesa e a conversa começa sozinha.</figcaption></figure>
<h3><b>Perguntas frequentes</b></h3>
<p><b>Quais vinhos da Cépage têm rótulo desenhado por artistas?</b><span style="font-weight: 400;"> La Belle Vie, do Château d&#8217;Astros, com garrafa inteira desenhada por Arnold d&#8217;Alger; a gama Les Petits, com rótulos de Gaële Flao; Les Athlètes du Vin e Pépin, ambos com rótulos de Michel Tolmer.</span></p>
<p><b>Quando acontece a ArtRio 2026?</b><span style="font-weight: 400;"> A 16ª edição acontece de 16 a 20 de setembro de 2026, na AXIA Marina da Glória, no Rio de Janeiro.</span></p>
<p><b>Rótulo bonito significa vinho bom?</b><span style="font-weight: 400;"> Não há relação automática. Mas, quando o produtor escolhe trabalhar com um artista de verdade e não com um estúdio de embalagem, isso costuma revelar um cuidado que também aparece no vinho.</span></p>
<p><b>O que é um vinho natural ou biodinâmico?</b><span style="font-weight: 400;"> São vinhos feitos com intervenção mínima na vinha e na adega, sem aditivos de correção e com uso reduzido ou nulo de sulfitos no caso dos naturais. A biodinâmica acrescenta a isso um trabalho agrícola com preparados naturais e calendário próprio.</span></p>
<p><b>Por que falar de vinho e arte?</b> Porque o rótulo é a primeira coisa que se vê de uma garrafa, e porque quem faz o vinho toma o mesmo tipo de decisões que um artista diante de uma tela.</p>
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			</item>
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		<title>Vinho natural e vinho orgânico: qual é a diferença?</title>
		<link>https://cepagevinhos.com.br/vinho-natural-organico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[cpage_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 16:20:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vinho Natural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Orgânico, biodinâmico, natural… No mundo do vinho, esses termos aparecem cada vez mais — e nem sempre é fácil entender [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Orgânico, biodinâmico, natural…</strong> No mundo do vinho, esses termos aparecem cada vez mais — e nem sempre é fácil entender o que realmente significam.</p>
<p>Um vinho orgânico é necessariamente um vinho natural? Um vinho natural é sempre sem sulfitos? E onde entra a biodinâmica nessa história?</p>
<p>A resposta curta é: <strong>não, esses termos não são sinônimos.</strong></p>
<p>Eles falam de momentos diferentes da vida do vinho: alguns dizem respeito principalmente à <strong>maneira como as uvas são cultivadas</strong>, enquanto outros estão ligados à <strong>forma como o vinho é elaborado na adega</strong>.</p>
<p>Para entender melhor, vale voltar ao começo: à vinha.</p>
<h2>Vinho orgânico: tudo começa na vinha</h2>
<p>Quando falamos de <strong>vinho orgânico (vin bio em francês)</strong>, estamos falando principalmente da maneira como as uvas são cultivadas e das práticas permitidas na elaboração do vinho.</p>
<p>Ele regras específicas de produção, tanto no cultivo das uvas quanto na vinificação. Como a maior parte do nosso portfólio é de vinhos franceses, vamos usar o exemplo da <a href="https://agriculture.ec.europa.eu/farming/organic-farming/organic-production-and-products_pt" target="_blank" rel="noopener">União Europeia</a>, onde existem requisitos próprios para a produção de vinho orgânico, incluindo o uso de uvas e leveduras orgânicas e limites específicos para sulfitos.</p>
<p>Na agricultura orgânica, o produtor não utiliza determinados produtos sintéticos empregados na agricultura convencional, como herbicidas e pesticidas sintéticos. O objetivo é trabalhar com a vinha respeitando os princípios da agricultura biológica e a biodiversidade do ecossistema.</p>
<p>Mas aqui está o ponto importante:</p>
<p><strong>um vinho orgânico não é necessariamente um vinho natural.</strong></p>
<p>Um produtor pode cultivar suas uvas de maneira orgânica e, na adega, utilizar técnicas e insumos enológicos autorizados pela regulamentação do vinho orgânico.</p>
<p>Ou seja: <strong>“orgânico” fala principalmente sobre a maneira como a uva é produzida.</strong></p>
<h2>E o vinho biodinâmico ou vin lunaire?</h2>
<p>A <strong>biodinâmica</strong> vai além da agricultura orgânica.</p>
<p>Ela considera a vinha como um organismo vivo e busca criar uma relação mais integrada entre solo, plantas, animais, biodiversidade e ciclos naturais.</p>
<p>Os produtores biodinâmicos trabalham, por exemplo, com preparações específicas e práticas agrícolas baseadas nos ciclos da natureza. Dividindo o mês em dias de raíz, folha, flor e fruto/semente, baseando-se na posição da lua e das constelações.</p>
<p>Defensores acreditam que o sabor e os aromas do vinho mudam conforme o dia da degustação coincida com as fases da lua.</p>
<p>Existem certificações próprias, como Demeter e Biodyvin, que estabelecem seus próprios critérios.</p>
<p>Mas, novamente, um vinho biodinâmico não é automaticamente um vinho natural.</p>
<p>Um vinho pode ser:</p>
<p><strong>orgânico sem ser biodinâmico;<br />
biodinâmico sem ser natural;<br />
ou orgânico, biodinâmico e natural ao mesmo tempo.</strong></p>
<p>É justamente aí que as coisas ficam interessantes.</p>
<h2>Então, o que é um vinho natural?</h2>
<p>O termo <strong>vinho natural</strong> está relacionado sobretudo à <strong>vinificação</strong> — ou seja, ao que acontece depois que as uvas chegam à adega.</p>
<p>A filosofia do vinho natural é intervir o mínimo possível para transformar a uva em vinho. É a expressão máxima do talento do produtor.</p>
<p>Na prática, isso pode significar trabalhar com:</p>
<ul>
<li>uvas provenientes de agricultura orgânica ou biodinâmica;</li>
<li>colheita manual;</li>
<li>fermentações espontâneas com leveduras indígenas;</li>
<li>pouca ou nenhuma correção do vinho;</li>
<li>ausência ou uso muito limitado de aditivos enológicos;</li>
<li>pouco ou nenhum sulfito adicionado.</li>
</ul>
<p>É importante fazer uma ressalva:<strong> &#8220;vinho natural&#8221;</strong>, <strong>“vin naturel” ou “vin nature” não é simplesmente sinônimo de “vinho sem sulfito”.</strong></p>
<p>E também não existe uma única definição legal universal para o termo “vinho natural”.</p>
<p>Na França, uma referência importante é o selo <a href="https://vinmethodenature.org/le-label/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Vin Méthode Nature</strong></a>, que estabelece critérios específicos para os produtores que desejam utilizá-lo.</p>
<p>Por isso, quando falamos de vinho natural, é sempre interessante olhar além da palavra no rótulo e conhecer <strong>quem produz, como cultiva e como vinifica</strong>.</p>
<h2>Orgânico x natural: a diferença em uma frase</h2>
<p>Se tivéssemos que resumir tudo:</p>
<p><strong>Orgânico → como a uva é cultivada.</strong></p>
<p><strong>Biodinâmico → uma abordagem ainda mais ampla sobre como a vinha é cultivada e integrada ao seu ambiente.</strong></p>
<p><strong>Natural → como o vinho é elaborado, buscando uma intervenção mínima na adega.</strong></p>
<p>É uma simplificação, claro, mas ajuda a visualizar a diferença.</p>
<h2>E os sulfitos?</h2>
<p>Ah, os famosos sulfitos.</p>
<p>Talvez nenhum outro assunto gere tanta confusão quando falamos de vinho natural.</p>
<p>O dióxido de enxofre (SO₂) é utilizado há séculos na produção de vinho por suas propriedades antioxidantes e antimicrobianas. Ele ajuda a proteger o vinho durante a elaboração e a conservação.</p>
<p>Mas existe uma diferença importante entre <strong>sulfito naturalmente presente</strong> e <strong>sulfito adicionado</strong>.</p>
<p>Durante a fermentação, pequenas quantidades de sulfitos podem ser produzidas naturalmente pelas leveduras.</p>
<p>Por isso, <strong>“sem sulfito adicionado” não significa necessariamente “zero sulfito”</strong>. Oh-la-la&#8230;</p>
<p>Nos vinhos naturais, a proposta é reduzir ao máximo a intervenção e, quando permitido pela filosofia ou certificação seguida pelo produtor, limitar ou eliminar a adição de SO₂.</p>
<h2>Então vinho natural é melhor?</h2>
<p>Essa talvez seja a pergunta mais difícil — e a resposta mais honesta é:</p>
<p><strong>não necessariamente.</strong></p>
<p>Natural não é um certificado automático de qualidade.</p>
<p>Um vinho natural pode ser elegante, preciso, fresco e extremamente expressivo. Também pode apresentar aromas e sabores mais surpreendentes, justamente porque o produtor optou por uma intervenção mínima.</p>
<p>Mas “natural” não significa que qualquer vinho feito dessa maneira será necessariamente bom.</p>
<p>No fim, continuamos falando de vinho.</p>
<p>A qualidade da uva, o trabalho do produtor, o terroir, a safra, as condições de fermentação e a conservação fazem toda a diferença.</p>
<p>É por isso que, para nós, escolher um vinho natural não significa procurar apenas uma palavra no rótulo.</p>
<p>Significa conhecer <strong>o produtor por trás da garrafa</strong>.</p>
<h2>Um vinho natural tem um gosto diferente?</h2>
<p>Pode ter — mas não existe um único “gosto de vinho natural”.</p>
<p>Alguns são extremamente delicados e transparentes. Outros são mais aromáticos, vivos ou surpreendentes. Alguns podem apresentar uma leve turbidez ou aromas que lembram fermentação.</p>
<p>Mas um bom vinho natural não precisa ser turvo, funky, ácido ou “estranho”.</p>
<p>Aliás, essa é uma das ideias que mais gostamos de desconstruir:</p>
<p><strong>vinho natural não é um estilo de sabor. É uma maneira de fazer vinho.</strong></p>
<p>E dentro dessa maneira de fazer existe uma diversidade enorme de estilos.</p>
<h2>Afinal, qual escolher?</h2>
<p>A boa notícia é que você não precisa escolher entre <strong>orgânico, biodinâmico ou natural</strong> como se fossem categorias rivais.</p>
<p>Um mesmo vinho pode reunir as três filosofias.</p>
<p>O que importa é entender o que cada termo significa e, a partir daí, descobrir quais produtores e estilos fazem sentido para você.</p>
<p>Na Cépage, buscamos justamente vinhos que tenham uma história por trás da garrafa: produtores que cuidam da vinha, respeitam seu ambiente e procuram preservar, durante a vinificação, a personalidade da uva e do lugar de onde ela veio.</p>
<p>Porque talvez a melhor definição de vinho natural seja justamente essa: <strong>menos intervenção não para fazer menos vinho, mas para deixar mais espaço para o vinho se expressar.</strong></p>
<h3>Quer descobrir mais sobre o universo dos vinhos naturais?</h3>
<p>Explore <a href="https://cepagevinhos.com.br/vinhos-de-minima-intervencao/">nossa seleção de vinhos de mínima intervenção</a> e descubra produtores que trabalham com diferentes regiões, uvas e filosofias — cada um à sua maneira. Santé!</p>
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		<title>Descobrindo Vouvray: Uma visita ao Domaine Vincent Carême</title>
		<link>https://cepagevinhos.com.br/descobrindo-vouvray-uma-visita-ao-domaine-vincent-careme/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[cpage_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 23:01:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cépage Viaja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Julia Ruffier O silêncio da pequena vila de Vouvray, situada perto da cidade de Tours, na região central do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6 class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">por Julia Ruffier</span></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">O silêncio da pequena vila de Vouvray, situada perto da cidade de Tours, na região central do Loire, contrasta com a energia que se sente dentro das caves subterrâneas do Domaine Vincent Carême. É neste local que uma das expressões mais precisas da uva chenin blanc ganham forma. O resultado são vinhos espumantes, secos, demi-secs e doces, extremamente equilibrados, elegantes, </span><span style="font-weight: 400;">gastronômicos, alegres, minerais e longevos.Vouvray é uma denominação AOP (Apelação de Origem Protegida), indicando que o vinho foi produzido seg</span><span style="font-weight: 400;">uindo as normas e padrões estabelecidos. Nesta AOP é permitido uma variedade de uva:  a chenin blanc. O terroir desta região predomina o calcário</span><span style="font-weight: 400;">, porém aparecem solos com</span><span style="font-weight: 400;">argila e sílex. Esta casta é muito sensível ao terroir, elaborando vinhos feitos da mesma uva, contudo, completamente diferentes dependendo do so</span><span style="font-weight: 400;">lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À frente do Domaine, o pro</span><span style="font-weight: 400;">dutor Vincent Carême me recebeu com simplicidade, transmitindo desde o primeiro momento a sensação de que ali o vinho é, antes de tudo, um gesto de hospitalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A degustação começou pelos dois espumantes disponíveis: o Vouvray Brut Nature 2022 e o Vouvray Brut Nature 2023, ambos elaborados a partir da Chenin Blanc, uva emblemática de Vouvray, em solo argiloso. Entre as duas safras, percebi uma nuance sutil: enquanto o 2022 se mostrava mais gastronômico e complexo, o 2023 revelava um perfil mais fresco e “crunchy”, marcado por maior energia e vivacidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao comentar essa diferença, Vincent explicou que o clima exerce influência direta sobre o perfil dos espumantes. Segundo ele, 2022 foi um ano mais quente na região, enquanto 2023 apresentou temperaturas mais frias, o que contribuiu para a maior tensão e frescor do vinho. Pude notar no paladar uma maçã verde bastante presente. O produtor acrescentou ainda que, pelas condições climáticas observadas, a safra de 2025 tende a apresentar características mais próximas às de 2022.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, passamos</span><span style="font-weight: 400;">à degustação dos vinhos tranquilos. O primeiro foi o Vouvray Sec 2023, que me pareceu um vinho bastante versátil — um verdadeiro “pau para toda obra”. Com perfil vibrante e paladar marcadamente cítrico, ele é elaborado a partir de uvas provenientes de parcelas situadas em dois tipos distintos de solo, o que contribui para sua complexidade e equilíbrio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência, provamos o Le Peu Morier 2022. O nome da cuvée faz referência a uma árvore frutífera ligada à história da região de Touraine, que se tornou um importante centro da criação do bicho-da-seda. As uvas provêm de vinhas velhas de Chenin Blanc, conferindo a</span><span style="font-weight: 400;">o vinho maior profundidade e concentração aromática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro vinho degustado foi o Le Clos 2023. Proveniente de um vinhedo plantado sobre solos calcários e com videiras de cerca de 60 anos, o vinho </span><span style="font-weight: 400;">apresenta notas levemente defumadas, estrutura firme e mineralidade intensa. Ainda bastante jovem, revela potencial para evoluir com o tempo em garrafa. Segundo o produtor Vincent Carême, trata-se da cuvée que melhor expressa o terroir do Domaine Vincent Carême, sendo considerada por ele como o “Grand Cru” da propriedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Clos de la Roche Vouvray 2022 revelou boa estrutura em boca, com perfil potente e bastante gastronômico. O vinhedo está situado em uma encosta de solos calcários, um ponto que recebe maior incidência de luz solar e calor ao longo do dia, favorecendo uma maturação mais precoce das uvas de Chenin Blanc e contribuindo para a concentração do vinho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entrando na categoria dos vinhos com maior açúcar residual, o Tendre 2022 apresenta cerca de 20 gramas de açúcar por litro, sendo classificado como meio-seco. Trata-se de um estilo tradicionalmente muito apreciado pelos moradores da região de Vouvray, justamente po</span><span style="font-weight: 400;">r equilibrar a doçura com a acidez naturalmente elevada da Chenin Blanc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois vinhos seguintes foram elaborados a partir de uvas afetadas pela chamada botrytis cinerea, fenômeno favorecido pelas condições climáticas típicas do Vale do Loire: noites frias, neblinas matinais e tardes ensolaradas. O Moelleux apresenta cerca de 60 gramas de açúcar residual por litro e é produzido a partir de uvas sobremaduras, combinando parcelas com presença de botrytis e outras sem o fungo. No nariz, surgem aromas de marmelo, enquanto em boca aparecem notas de damasco e mel. O vinho é vi</span><span style="font-weight: 400;">nificado em barris de carvalho e envelhece por cerca de oito meses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para encerrar a degustação,</span><span style="font-weight: 400;">o Première Trie 2018. Com aproximadamente 100 gramas de açúcar residual por litro, ele é elaborado exclusivamente a partir de uvas afetadas pela botrytis. O resultado é um vinho de grande complexidade, com aromas e sabores intensos que remetem a figo cristalizado, marmelo e mel. O vinho é vinificado em barris de carvalho e envelhece por cerca de um ano. Pela riqueza aromática e pela profundidade em boca, foi um vinho que me surpreendeu particularmente durante a visita ao Domaine Vincent Carême.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a degustação, Vincent Carême me convidou para conhecer de perto os vinhedos. Seguimos de carro por pequenas estradas que serpenteiam as colinas de Vouvray, enquanto o produtor apontava, ao longo do caminho, as parcelas cultivadas com Chenin Blanc. No campo, ele explicou como os três tipos distintos de solo — principalmente o calcário tuffeau, além de áreas com argila e sílex — influenciam diretamente o caráter dos vinhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a visita aos vinhedos, pude notar os primeiros brotos surgindo nas vinhas, sinais iniciais do novo ciclo vegetativo. No entanto, Vincent Carême chamou atenção para um risco nesta fase: a possibilidade de geadas tardias. Com a queda recente das temperaturas</span><span style="font-weight: 400;">, esses brotos ainda frágeis podem ser seriamente afetados pelo frio intenso, comprometendo parte da safra caso a geada se confirme. A observação ilustra bem que cada estágio da vinha depende diretamente das condições climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos centrais da filosofia de Vincent Carême está na escolha criteriosa de mesclar uvas provenientes de vinhas velhas e vinhas mais jovens na elaboração de seus vinhos a fim de garantir muita fruta e mineralidade. O equilíbrio entre esses dois perfis não segue uma fórmula fixa: a proporção varia a cada safra, de acordo com as condições climáticas do ano e, sobretudo, com a experiência</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">do produtor na leitura do potencial de cada parcela. A produção segue os princípios da agricultura orgânica e elaborados dentro de uma abordagem vegana, sem o uso de insumos de origem animal no processo de clarificação. Além disso, a colheita é feita sempre manualmente para garantir a qualidade das uvas e dos cachos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mudança de atmosfera é ime</span><span style="font-weight: 400;">diata dentro das caves. A temperatura cai e é nesse ambiente subterrâneo, escavados no calcário típico de Vouvray, que concentram-se os primeiros recipientes de fermentação e amadurecimento &#8211; barris de carvalho, ânforas de cerâmica e tanques de fibra de vidro. Os barris de carvalho são de 400 litros, tradicional em Vouvray, e são trocados de 15 em 15 anos. Já na segunda cave, encontram-se os vinhos engarrafados aguardando a etapa final de rotulagem. Também encontra-se os palettes, utilizados para o</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">encaixe manual das garrafas em máquinas, que realizam o processo de remuage, até que os sentimentos se acumulem no gargalo da garrafa. Após o dégorgement, não é feita a dosagem, resultando em um espumante classificado como brut nature (sem a adição de licor de expedição açucarado). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para finalizar, posso garantir que a minha ida ao Domaine Vicente Carême foi mais do que uma visita técnica. Essa experiência se revelou um momento marcante na minha trajetória. Foi uma imersão valiosa. O que me chamou atenção foi o cuidado e carinho que Vincent conduziu a cada explicação. Mais do que transmitir informações técnicas, ele demonstrava interesse genuíno em compartilhar o seu conhecimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À bientôt!</span></p>

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<p>&nbsp;</p>
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			</item>
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		<title>Em busca do vinho perfeito !</title>
		<link>https://cepagevinhos.com.br/em-busca-do-vinho-perfeito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[cpage_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 12:40:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas Cépage]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Bruno Calixto &#160; Talvez seja uma angústia o momento da refeição do restaurante, quando a dúvida e o medo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6 class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">por Bruno Calixto</span></h6>
<p>&nbsp;</p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Talvez seja uma angústia o momento da refeição do restaurante, quando a dúvida e o medo se combinam para nos tornar covardes. A escolha do vinho. Seja em um primeiro date, no fechamento de um negócio, em um encontro de família ou em uma reunião com o chefe.</span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Quem surge para te ajudar? O caçador de vinhos Jean-Pascal Chalard, um craque na arte do bem beber. Portanto, do bem viver também. O importador que foi em busca dos melhores rosés na França para trazer ao Brasil, em especial o Rio de Janeiro.</span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">“O Rio tem carnaval, tem alegria, tem praias, tem sol, tem muito mais a cara do vinho rosé do que São Paulo. Claro que Salvador da Bahia, o Nordeste, tem a mesma vibe. Só que eu precisava de um porto para importar os vinhos. E só tem Santos ou Rio de Janeiro, então eu decidi pelo Rio”.</span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Desde a infância, com a família dona de restaurante, café e adegas, ele convive com garrafas e mais garrafas. O tio era um grande fornecedor de vinho. A fonte do seu savoir-faire vínico.</span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Mas qual é a rotina de um caçador de vinho? “Quando você começa, você tem que fazer um portfólio com várias regiões, porque cada região na França tem um terroir bem diferente, histórias diferentes. Então você pega o seu carro e vai de uma vinícola para uma outra vinícola para outra. E a nossa busca é pelos orgânicos. O bom vinho é simples, só tem uma receita: os rótulos do vinho que chamam sua atenção, 90% dos momentos você vai gostar deste vinho.”</span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Uma das perguntas que Jean mais ouve é como lidar com esse momento da verdade. A resposta é simples: “os sommeliers podem ser seus melhores amigos. Permita-se confiar neles. Eles medem seu sucesso pela sua felicidade. Na verdade, o maior prazer para a maioria dos sommeliers é ver você apreciando os vinhos que eles amam”. O especialista, para Chalard, é como um intérprete e guia que pode nos conduzir por um caminho gratificante e seguro.</span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">A harmonização com rosé passa por tentar imaginá-lo como um vinho muito versátil, que você pode beber com sushi, frutos de mar e até churrasco. Ensina-nos o caçador. “O vinho rosé tem essa flexibilidade, para beber fresco e com qualquer tipo de comida. Basta perguntar ao sommelier.”</span></p>
<h2 class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Mitos e verdades sobre o vinho orgânico. Poesia pura!</span></h2>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">É bom para a saúde, os mais renomados do mundo são de Bordeaux e Borgonha, “a melhor maneira de responder a todos os problemas que temos no planeta e trabalhar de uma maneira saudável, de uma maneira sustentável, que realmente faz sentido para o corpo, a terra e a agricultura. É mais do que sério, porque é muito mais complicado de fazer, por isso um pouco mais caro que um vinho industrializado. E não estragam mais rápido, depende do tipo e da conservação. É um caminho sem volta, a diferença do gosto, dos aromas.</span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Um franco-carioca, é assim que Jean-Pascal Chalard se considera. “Não tenho medo de nada. É só alegria.” Não é à toa que ele trocou a vida de diretor de arte para ser importador de vinho e ainda assim continua sendo “o homem mais feliz do mundo”.</span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Para nosso caçador, trabalhar com vinho é como trabalhar com literatura, cinema e música. Vinho é poesia!</span></p>
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